• Grupo Tripé

cuidado, frágil


Foto: Marcos Lopes

Esses são os meninos que toparam embarcar comigo em um processo de tentativa de entendimento e cura sobre os episódios da infância que marcaram nossa formação masculina. (Obrigado meninos!) Essa semana tudo bateu bem forte. Não é possível crer que uma imagem-conceito de homem tão antiga pode vir a ocupar a cadeira mais importante do país. O lado sombrio do homem é evidente. Exploração da terra, desvalorização e humilhação da mulher, obsessão com guerras e armas. A cultura e o ambiente contribuem pra perpetuação disso. As mitologias masculinas são deficientes, ignoram a profundidade do sentimento masculino, atribuem ao homem um lugar no céu e não na terra, ensinam a obediência a forças estranhas, se empenham em fazer com que homem continuem sendo meninos e os envolvem em sistemas de dominação industrial e social. É urgente a existência de novos modelos de masculinidade, é urgente desconstruir essa reação conservadora que está se criando logo após a intensificação dos movimentos feministas e LGBTQ+. Porque sim, é uma reação. Dos meninos que não conseguem virar homens. Q Q TÁ ACONTECENDO?

Brasília, DF
2012-2020 por Grupo Tripé | Teatro de Base