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Este foi, é e sempre será um tempo de grande doidura!

 

Esta exposição é uma festa de aniversário. O recorte temporal sobre o qual a curadoria se debruçou coincide com os dez primeiros anos de trabalho do Grupo Tripé. Uma viagem no tempo, neste pouco tempo, neste denso tempo, dez secas e dez estações chuvosas que de tão efêmeras correm sempre o risco de ser esquecidas. Processos políticos e sociais de grande envergadura atingiram a cidade, o país e o mundo: golpes políticos, pandemia, revolução digital, ascensão do conservadorismo, e a consciência crescente acerca do papel das representatividades na luta por uma sociedade mais democrática, empática e sensível.

 

Aqui você vai encontrar pedaços e fragmentos de obras cênicas, pensamentos, ideias um dia sonhadas junto, tramadas em coletivos desejosos de parir mundos. São recortes de imagens de um tempo, vestígios potentes de mais de 52 grupos que atuaram na ampliação e na solidificação de redes inventivas na cena teatral do Distrito Federal. Ao aproximar o público dos fragmentos de materiais vivos como peças de figurino, cenários, cadernos de direção, mapas de luz e de palco, sonoplastias, a exposição oferece pistas sobre a estética e as inquietações que rondam a produção artística e o trabalho de pesquisa de muitos dos grupos que integram a exposição. A utilização das imagens em movimento, exibidas numa multiplicidade de telas, constitui parte substancial da mostra e reitera a relevância de seu papel como documento para o Teatro.

 

Ao pensar em como compartilhar as memórias da cena viva do teatro candango da última década, fomos atravessados pelo desejo de traçar mapas, pontes, fluxos, inventários a partir de documentos e arquivos de diversos suportes enviados pelos grupos e coletivos que responderam ao convite de estar presentes neste encontro, celebrações da memória, histórias dos teatros daqui. O pensamento coletivo e colaborativo se instaurou desde o início, desenhando uma trajetória de diálogos entre o Tripé, a curadoria e os grupos que foram encaminhando seus materiais. Cada coletivo interferia diretamente no desenho do que foi sendo criado.

 

Reconhecer e conhecer a diversidade do patrimônio cultural contido no repertório de cada grupo, companhia, coletivo cênico do DF faz acender o desejo por persistir, insistir, resistir, na permanência da luta pelos espaços de formação, feitura e exibição teatral da nossa cidade. Nos faz crer que "Todos juntos somos mais fortes somos flecha e somos arco todos nós no mesmo barco não há nada pra temer." 

 

Adriana Lodi, Glauber Coradesqui e Grupo Tripé
(Ana Quintas, Gustavo Haeser e João Pedreira)

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FICHA TÉCNICA

realização GRUPO TRIPÉ
coordenação de produção ELISA MATTOS
projeto expográfico
 MÔNICA NASSAR
curadoria ADRIANA LODI, GLAUBER CORADESQUI e GRUPO TRIPÉ
(ANA QUINTAS, GUSTAVO HAESER E JOÃO PEDREIRA)
design gráfico GABRIEL GUIRÁ e MANUELLA LEITE

mediação e produção GRUPO TRIPÉ
arte educadora GIOVANNA LISBOA
cenotécnico ERICK PORTO
coquetel NETAS DE MARIETA
cobertura fotográfica LAINHA LOIOLA

assessoria de imprensa MAÍRA DE DEUS BRITO
gestão administrativa DESVIO PRODUÇÕES CULTURAIS
apoio UnB | CEN | IDA


este projeto foi realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal

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